terça-feira, 22 de junho de 2010

Game sobre os Presidentes do Brasil


O site Livro Clip cria game sobre os presidentes do Brasil

Divirta-se com os fatos do período republicano brasileiro. E aproveite para aprender sobre os movimentos sociais, os fatos políticos e o desenvolvimento econômico do País.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Apartheid Alienígena

Filmes de ficção científica costumam apresentar situações futuristas, em uma tentativa de prever o que acontecerá nas décadas, ou até séculos, vindouros. Muitas vezes como mero pretexto para gerar batalhas e situações de ação, de forma a capturar a atenção do espectador. Poucos são aqueles que voltam seus olhos não para o espaço, mas para a própria Terra e seus habitantes. Distrito 9 é uma destas exceções.

O contexto é inusitado: houve o esperado contato entre humanos e alienígenas, mas de uma forma inesperada para ambos. Uma gigantesca nave espacial repentinamente quebra sobre Joanesburgo, capital da África do Sul. O simples fato disto não ter acontecido em Nova York, Washington ou qualquer outra cidade americana é motivo de surpresa, gerando até mesmo uma rápida piada no filme. Após três meses de espera, os humanos invadem a nave e lá encontram milhões de alienígenas subnutridos, à beira da morte. Fica então a questão: conceitos humanitários devem ser aplicados a alienígenas? Até que ponto?

A escolha de Joanesburgo é simbólica pela resposta a esta pergunta. O tratamento dado aos alienígenas nada mais é do que uma adaptação do que aconteceu na própria África do Sul décadas atrás, no período do apartheid. A divisão extrema entre brancos e negros é aqui aplicada, com os extraterrestres sendo discriminados a um gueto chamado Distrito 9. Lá eles vivem em uma imensa favela horizontal, com pouquíssimas condições de saúde, higiene e alimentação. O foco apenas é transportado para a relação entre humanos e aliens, o que não elimina a questão. O fato dos envolvidos não pertencerem, originalmente, à Terra, é motivo suficiente para sua exploração? O tema gera polêmica no próprio filme, como se pode notar nas manifestações da população aos eventos ocorridos. E faz com que o espectador, em sua cadeira, pense no que aconteceria se uma situação do tipo fosse real.

Não seria muito diferente do exibido, provavelmente, pelo nosso histórico de dominação e exploração. A exposição desta constatação é o grande trunfo de Distrito 9: a humanidade mostrada em suas vísceras - em certas cenas, literalmente -, pelo seu lado moral e interesseiro. Cada deboche ou preconceito exibido é um lembrete do que somos capazes e do que já fizemos. O próprio desfecho, no qual um certo temor é apresentado, também é uma característica humana: a de muitas vezes apenas se render quando há uma ameaça maior por vir. Ou seja, sem a existência do medo e com a situação sob controle, o resultado é a exploração sem pensar em outras questões. Assim costuma ser o homem.

Além da mensagem passada, Distrito 9 chama a atenção pelo seu formato. O início é todo como um falso documentário, apresentando o histórico da situação e o contexto envolvidos. Entrevistas, cenas de bastidores, o famoso "edita isso" para gafes, exibições ao vivo... tudo está lá. O que dá um tom jornalístico muito interessante, retomado já em seus minutos finais, que passa também veracidade ao exibido. Além disto o filme conta com boas cenas de ação, em um ambiente futurista mas também bastante realista, sem grandes fantasias.

Fonte:
Adoro Cinema

terça-feira, 1 de junho de 2010

Censo 2010




Mais crianças nas escolas, mais gente que se diz negra ou branca, mais evangélicos e menos casamentos formais. O brasileiro teve renda diminuída, mesmo consumindo mais. As mulheres são maioria da população analfabeta e ao mesmo tempo, mais numerosa entre os mais instruídos. Estes são uma pequena parte dos números coletados porta a porta nas casas de 54.265.618 brasileiros. O Censo 2000 é um retrato da população. O cruzamento e análise dos dados representam a possibilidade de planejar o futuro do Brasil.
A primeira vez que se contou a população brasileira, foi em 1872, o Brasil ainda vivia em regime de Império. A partir de 1890, a cada dez anos são publicados números sobre demografia, natalidade, fecundidade, trabalho, família, domicílios, migração, raça e educação da população brasileira. Em 1910 e 1930, não foram realizadas as pesquisas devido a impedimentos políticos. Até 1936, o Censo era feito pela Direção Geral de Estatística, mas em 1940, o IBGE passou a realizar as pesquisas domiciliares.

A História do Censo
Os chineses e romanos elaboraram os primeiros censos conhecidos. A finalidade deste trabalho na época era militar e fiscal.O mais remoto censo que se tem notícia é o da China, que teria ocorrido em 2238 a.C., quando o imperador Yao mandou realizar um censo da população e das lavouras cultivadas. Há ainda registros de um censo realizado na época pouco anterior a de Moisés, cerca de 1700 a.C., e de que os egípcios faziam recenseamentos anualmente, no século XVI a.C.Na Antiga Roma era o censor que mantinha o moral público, e levava ao governo central as informações sobre o estado geral da população. Também temos realatos de Censo na Biblia, conta que José e Maria saíram de Nazaré, na Galiléia, para Belém, na Judéia, para responder ao Censo que o Imperador mandou realizar. Naquela época as pessoas tinham que ser entrevistadas no local de sua origem. Foi enquanto estavam na cidade que Jesus nasceu. A partir de 1790 nos Estados Unidos da América, por decisão do Congresso, foram decretados os recenseamentos de 10 em dez anos com fins políticos, procurando saber-se o número de deputados que se podia eleger em cada região, pois o número varia consoante a população. (Campanha do Censo 2010 nos Estados Unidos)

Censo no Brasil
No Brasil, o responsável pelos censos é o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), desde 1936, quando o instituto foi criado, realizando em média a cada dez anos o Censo Demográfico. O primeiro censo foi realizado no ano de 1872, seguido pelos de 1890, 1900 e 1920.
Os censos demográficos são planejados para serem executados nos anos de finais zero, ou seja, a cada dez anos. A não ser no anos de 1990 onde por um problema de planejamento e orçamento do governo o Censo atrasou e só foi realiazado no ano seguinte em 1991 (foto de um recenseador do Censo 1991). Desta forma o último censo realizado no Brasil foi no ano 2000, sendo que o próximo será este ano, 2010. No intervalo entre dois censos demográficos, realiza-se a contagem de população. Todavia, por questões orçamentárias e financeiras, a contagem planejada para 2005 só foi concretizada em 2007, realizando-se simultaneamente ao Censo Agropecuário.
Fontes
- IBGE
- Jornal Correio Braziliense
- Jornal O Estado de São Paulo

terça-feira, 25 de maio de 2010

Primeira Eleição para Presidente


Dilma, Serra, Marina, começa a chamada corrida eleitoral, disputa de interesses, poder para quem vai ter o privilégio, a honra e o compromisso de comandar o Brasil. Mas que pouco se sabem é como foi o primeiro processo eleitoral para presidente. O marechal Manuel Deodoro da Fonseca,(foto) proclamador da República era o chefe do Governo Provisório desde 15 de novembro de 1889. A Constituição de 1891 determinava que o Presidente da República fosse eleito diretamente pelo povo, mas nas disposições transitórias previam que, para o primeiro período presidencial, o Presidente fosse eleito pelo Congresso Constituinte, logo após promulgada a Constituição. Tal dispositivo já fora previsto no art. 62 do chamado "Regulamento alvim", o Decreto de 23 de junho de 1890, que dispunha: "Aos cidadãos eleitos para o primeiro Congresso, entendem-se conferidos poderes especiais para exprimir a vontade nacional acerca da Constituição publicada pelo Decreto nº 510, de 22 de junho do corrente, bem como para eleger o primeiro presidente e o vice-presidente da República".


Desta forma foi decidido que a eleição ocorreria no dia 25 de fevereiro de 1891 e para tanto estava aberta as iscrições para se candidatar a Presidente e Vice da Republica, observa-se que a eleição para Vice era separa do de Presidente desta forma poderia acontecer que os dois eleitos na verdade fossem inimigos politicos, diferente do que acontece hoje quando os dois fazem parte de uma chapa de composição.
Apresentaram-se os seguintes candidatos a Presidente: o marechal Manuel Deodoro da Fonseca, que ja era chefe do Governo Provisório, o senador Prudente José de Morais e Barros, este que viria ser o terceiro presidente da republica e o primeiro civil, representando o Partido Republicano Paulista e o marechal Floriano Vieira Peixoto, que disputou também a vice-presidência, também como vice os republicano histórico Joaquim Saldanha Marinho, José Higino Duarte Pereira e Eduardo Wandenkolk
Foram realizadas eleições para presidente e vice-presidente da República. Marechal Floriano Peixoto ( foto) disputou os dois cargos. Teve apenas três votos para presidente, mas conseguiu se eleger vice-presidente.

Marechal Deodoro da Fonseca, conseguiu uma boa margem em relação ao segundo colocado. Deodoro teve 32 votos a mais que Prudente de Morais .







Resultado da eleição para presidente da República:
1º - Marechal Deodoro da Fonseca - 129 votos
2º - Prudente de Morais - 97 votos (foto)
3º - Marechal Floriano Peixoto - 3 votos
4º - Joaquim Saldanha Marinho - 2 votos
5º - José Higino Duarte Pereira - 1 voto
Votos em branco - 2 votos

Resultado da eleição para vice-presidente da República:
1º - Marechal Floriano Peixoto - 153 votos
2º - Eduardo Wandenkolk – 32 votos
Votos em Branco - 49

terça-feira, 11 de maio de 2010

A Primeira Seleção de Futebol

Seleção Brasileira de 1914 escalação da primeira seleção brasileira: Marcos de Mendonça (Fluminense), Píndaro (Flamengo) e Nery (Flamengo); Lagreca (AA São Bento), Rubens Salles (Paulistano) e Rolando (Botafogo); Abelardo (Botafogo), Oswaldo Gomes (Fluminense), Friedenreich (Ypiranga), Osman (América) e Formiga (Ypiranga).

Hoje ficamos todos aflitos curiosos ansiosos para saber qual é a seleção da cabeça do técnico Dunga, mas sempre foi assim sempre teve um momento em que escalava a seleção dos “melhores” jogadores de futebol para representar o Brasil mesmo muito antes da existência da Copa do mundo. A Seleção Brasileira foi formada pela primeira vez em 20 de agosto de 1914. Fez seu primeiro jogo contra o Exeter City da Inglaterra, no campo do Fluminense, em 27 de julho daquele ano. Vitória para os brasileiros por 2 a 0, com o primeiro gol sendo marcado por Oswaldo Gomes,ou seja ele foi o primeiro jogador a marcar um gol pela seleção brasileira sendo ele do Fluminense. Mas a equipe jogou ainda naquele ano, em dois jogos contra a equipe da Argentina, sendo um amistoso em 20 de setembro e outro oficialmente valendo a Copa Roca em 27 de setembro. Esta competição visava aproximar mais estes dois países, em que acabou vencendo por 1 a 0 em Buenos Aires gol de Rubens Salles consagrando-se campeã do torneio, sendo esse o primeiro de vários títulos conquistados pela seleção brasileira.
O primeiro título relevante conquistado pela Seleção Brasileira foi o Campeonato Sul-Americano de 1919, atual Copa América, com Friedenreich marcando o gol do título sobre o Uruguai, no Estádio das Laranjeiras (foto) construído pelo Fluminense para esta ocasião, já que o governo brasileiro não tinha o dinheiro para financiar este evento internacional. Em 1922, o Fluminense ampliou o seu estádio e a Seleção Brasileira conquistou o segundo título relevante de sua história, o bicampeonato do Sul Americano de Seleções.
O Brasil é a única nação a ter se classificado para todas as edições da Copa do Mundo. Contudo, as participações iniciais do país estavam longe de serem bem sucedidas. Isso se deve à disputa interna do futebol brasileiro sobre o profissionalismo. Esse fato fez com que a Confederação Brasileira de Futebol fosse incapaz de convocar times com a força total. Em particular, disputas entre as federações estaduais de São Paulo e do Rio de Janeiro (as duas mais importantes da época) significavam que a seleção seria composta por jogadores vindos de apenas uma das federações. Tanto na Copa de 1930, quando Preguinho marcou o primeiro gol da história da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, na estréia contra a Iugoslávia, em que o Brasil perdeu por 2 a 1, quanto na de 1934, o Brasil foi eliminado logo na primeira fase, mas 1938 era um sinal do que viria, uma vez que o Brasil terminou em um bom terceiro lugar, com Leônidas da Silva fazendo história e sendo o primeiro jogador a marcar quatro gols em uma única partida de Copa do Mundo.
O Brasil sediou a Copa do Mundo de 1950, que foi o primeiro torneio a acontecer depois da II Guerra Mundial, a única no Brasil. O torneio de 1950 foi único por não ter uma única final, mas ao invés disso, um quadrangular final; contudo, para todos os fins o jogo decisivo entre Brasil e Uruguai serviu como "final" do torneio. A partida foi jogada no estádio do Maracanã no Rio de Janeiro (então capital do país), assistida por algo em torno de 200.000 pessoas, e o Brasil apenas precisando de um empate para ser campeão, acabou perdendo por 2 a 1 de virada; essa partida desde então ficou conhecida na América do Sul como o Maracanazo.
Fontes:
Gazeta Esportiva
Jornal Estado de São Paulo
Revista Placar

terça-feira, 27 de abril de 2010

Islândia: Que País é Este?

As erupções se intensificaram no vulcão localizado sob a geleira Eyjafjallajoekull, na Islândia, e os distúrbios causados pela fumaça ao tráfego aéreo em diversos países da Europa, impactando conexões em todo o mundo, podem durar até dois dias, dependendo de como a coluna de cinzas vulcânicas evoluir, informou o Eurocontrol, órgão europeu encarregado da segurança aérea. ( Fonte: Folha de São Paulo)

Nós vemos nos ultima semana um vulcão soltando uma enorme fumaça a ponto de paralisar toda a frota aérea do norte da Europa, este vulcão esta especificamente localizada na Islândia, mas que país é este chamado de Terra de Gelo, ou seja, Islândia.

Geografia física
A Islândia tem cerca de seis mil quilômetros de litoral, com abundância de fiordes (penetrações do mar sobre antigos vales glaciais da costa). O território se constitui de um planalto com altitude média de 500m. Mais de 200 vulcões, utilizados como fontes geotérmicas para calefação doméstica, e cerca de cem geleiras cobrem aproximadamente um oitavo do território. O vulcão mais importante é o Hekla, com 1.491m de altitude. Apesar da elevada latitude da ilha, o clima não é hostil no litoral oeste, devido à influência da corrente marítima quente do golfo do México. No resto do país, o clima é frio. Nos meses de maio e junho, o sol ilumina o país durante o dia e a noite. O maior dos rios da Islândia é o Thjörsá e existe ainda grande número de pequeno lagos.


A vegetação é paupérrima, formada principalmente de musgos e liquens. A fauna, de escassos mamíferos, é rica em pássaros marinhos nos penhascos e apresenta falcões e águias nas montanhas. Nos rios e lagos há salmões e trutas. Entre os peixes e crustáceos de água salgada abundam o arenque, bacalhau, camarão e lagosta.



População
A metade dos islandeses de um total de 405.000 habitantes se concentra na capital, Reikjavik. A população se caracteriza pela homogeneidade étnica: aproximadamente oitenta por cento dos habitantes descende de noruegueses. Os restantes descendem de escoceses e irlandeses. O idioma oficial é o islandês, derivado do antigo escandinavo dos séculos IX e X. Ao longo do século XX registrou-se um pronunciado êxodo rural e emigração para o Canadá e os Estados Unidos.

Maiores Cidades
Reykjavík - 119.848 hab
Kópavogur - 29.957 hab
Hafnarfjörður - 25.837 hab
Akureyri - 17.522 hab
Garðabær - 10.358 hab

História
Os primeiros assentamentos humanos na ilha deram-se com eremitas irlandeses, no princípio do século IX da era cristã. Segundo fontes historiográficas medievais, esses colonos fugiam dos viquingues procedentes da Noruega, os quais, liderados por Ingólfr Arnarson, estabeleceram-se no ano 874 no local onde mais tarde se ergueria Reikjavik. No ano 930, os islandeses constituíram seu primeiro Parlamento nacional, (Considerado até hoje o Parlamento mais antigo do mundo ) o Althing, que favoreceu a ação missionária dos cristãos. No século X toda a população se havia convertido ao cristianismo.
Em conseqüência de uma guerra civil travada entre 1262 e 1264, os nobres islandeses aceitaram a soberania norueguesa e, posteriormente, em 1380, com a união da Dinamarca com a Noruega, o governo da Islândia passou a ser exercido pelos dinamarqueses. Durante os 400 anos que se seguiram, a ilha viveu uma constante decadência econômica e política, devido tanto ao desgaste das melhores terras de criação de gado, quanto à cobiça dos governantes dinamarqueses. Nesse período, Cristiano III, rei da Dinamarca, impôs a religião luterana. Um férreo controle econômico, com a implantação do monopólio comercial real, foi estabelecido em 1602. Com o fim desse monopólio, em 1787, iniciou-se a recuperação econômica da Islândia.
Durante o século XIX, surgiu um movimento de independência encabeçado por Jón Sigurdhsson. Em 1874, Cristiano IX da Dinamarca permitiu que a Islândia tivesse sua própria constituição, e em 1904 o país conseguiu formar um governo autônomo nacional em Reikjavik. Pouco depois, em 1918, a Islândia se tornava independente, ligada à Dinamarca apenas pela monarquia e a política exterior comuns. Durante a ocupação alemã da Dinamarca, na segunda guerra mundial, as tropas britânicas e americanas se estabeleceram na Islândia, utilizando-a como base estratégica.
Em 1944, o Parlamento proclamou a república e rompeu todos os laços formais com a Dinamarca. O principal problema da Islândia independente originou-se da decisão do governo de estender, para efeito de pesca, suas águas territoriais de três milhas em 1950 para 200 milhas em 1975. Essa ampliação foi motivo de conflito com o Reino Unido e outros países, entre as décadas de 1950 e 1960.
De acordo com a constituição de 1944, o poder executivo cabe ao presidente da república, eleito por voto popular para um período de quatro anos. O poder legislativo é exercido conjuntamente pelo presidente e pelo Parlamento (Althing), que em 1991 deixou de ser bicameral e passou a contar com apenas uma câmara, de 63 membros.
Fontes:
Escola Brasil
Wikipédia
Jornal Folha de Folha de São Paulo
Jornal O Estado de São Paulo

domingo, 25 de abril de 2010

Os Primórdios Uma Nova Capital - O Inicio de Brasilia



Quem acha que a história do Distrito Federal começa em 21 de abril de 1960, engana-se. Desde o tempo do Brasil colônia já havia a idéia de interiorizar a capital. Entre os objetivos estava o de dificultar as invasões por mar.
O primeiro passo, para sua concretização, na construção de uma nova capital, começou com a Expedição Exploradora do Planalto Central (1892-93), a pedido do Governo Provisório Republicano de Floriano Peixoto. Para a chefia desta expedição que constava de 22 homens foi designado o engenheiro, astrônomo e ex-militar Luiz Cruls (1848-1908), diretor do Observatório Nacional .
Um outro astrônomo do Observatório também seguiu na missão, Henrique Morize, que realizou a maioria das fotografias. No planalto central foi demarcado um quadrilátero de 14.000 m2, utilizando as coordenadas geográficas a partir da determinação da altura das estrelas com o uso de teodolitos.
Essa empreitada que duraram sete meses, passando por regiões totalmente desconhecidas e onde foi feito também o levantamento da fauna e da flora.
Para determinação dos vértices do quadrilátero, que incluía como medidas de comprimento até o passo das mulas. Pela complexidade da expedição uma oficina mecânica, desmontada, foi carregada em lombo de mulas.

Há nove quilômetros de Planaltina, no Morro do Centenário, está fincada a pedra fundamental de construção da Capital da República. O monumento, erguido em 1922, a mando do presidente Epitácio Pessoa, marca o centro geográfico da América do Sul. É composto por 33 pedras de concreto, que representam os 33 primeiros anos da República (de 1889 a 1922). Para inaugurá-lo, no dia 7 de setembro de 1922, o então presidente e a comitiva vieram do Rio de Janeiro em 15 caminhões. Sessenta anos depois, em 1982, o Governo do Distrito Federal decretou o tombamento provisório da Pedra Fundamental.
É lógico que a história da mudança da capital brasileira do Litoral (Rio de Janeiro) para o interior do País desagradou a algumas pessoas, assim como outras iniciativas de Luiz Cruls.
A demarcação de um sítio de 14.000 quilômetros quadrados no Planalto Central foi determinada no Artigo 3º da Constituição de 1891, com o objetivo de estabelecer o futuro da capital brasileira. Eles viajaram por via férrea até Uberlândia, de onde prosseguiram a pé ou no lombo de animais rumo ao Centro-Oeste, com equipamentos que chegavam a pesar 9.460 quilos. O levantamento minucioso foi feito em sete meses, considerando topografia, clima, hidrologia, fauna, pedologia, recursos minerais e materiais de construção existentes na região.